Prêmio Olga Neme reconhece trajetórias de três mulheres negras em Macaé
Três mulheres que se destacam pela atuação profissional, acadêmica e pela contribuição à construção de políticas públicas foram homenageadas em Macaé pelo Prêmio Olga Neme 2026. Nesta edição, o reconhecimento foi concedido a Lorraine Moreira, Jessika Celestino e Rute Costa.
A premiação reconhece mulheres cujas trajetórias contribuem para a promoção da igualdade racial, da justiça social e da valorização da população negra no município. A cerimônia foi realizada no Museu Solar dos Mellos, como parte da programação do Julho das Pretas.
Quem são as mulheres homenageadas em 2026?
Uma das homenageadas foi Lorraine Moreira, gerente de Saúde Mental do município e especialista em Psiquiatria e Saúde Mental. Ao receber o prêmio, ela destacou a importância das mulheres negras que abriram caminhos para que outras pudessem ocupar novos espaços e participar da construção de políticas públicas.
Também recebeu a homenagem Jessika Celestino, enfermeira obstetra, mestranda pela UFRJ e coordenadora do Programa Municipal de Saúde da População Negra. Sua atuação envolve a utilização de dados e evidências para orientar políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à ampliação do cuidado destinado à população negra.
A terceira homenageada foi Rute Costa, professora da UFRJ. Durante a cerimônia, sua trajetória acadêmica e social foi lembrada pela professora Flávia Freitas, que também destacou o trabalho desenvolvido pelo projeto Café com Vivências, na comunidade Nova Esperança. Rute não esteve presente e foi representada durante a homenagem.
Quem foi Olga Neme?
Além de reconhecer mulheres da atualidade, o prêmio mantém viva a memória de uma macaense que dedicou parte importante de sua trajetória à defesa dos direitos humanos.
Olga Sueli Neme Rios foi advogada e defensora dos Direitos Humanos e atuou no trabalho social à frente da ONG Milagre da Vida. Ela ficou conhecida especialmente pelo acolhimento e pela defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV, tornando-se uma referência de solidariedade e cidadania. Olga morreu em 2013.
O prêmio instituído pelo município leva seu nome e busca reconhecer mulheres que também deixam sua contribuição por meio de trajetórias profissionais, acadêmicas, culturais, sociais e comunitárias ligadas à promoção da igualdade racial e da justiça social.
Premiação integrou o Julho das Pretas em Macaé
A cerimônia do Prêmio Olga Neme foi realizada no dia 22 de julho, no Museu Solar dos Mellos, e integrou as atividades do Julho das Pretas em Macaé.
A programação faz referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho. No Brasil, a data dedicada a Tereza de Benguela e à Mulher Negra foi instituída pela Lei Federal nº 12.987/2014.
A edição de 2026 reuniu representantes de instituições públicas, universidades, movimentos sociais e da sociedade civil e contou ainda com um momento de interação com as homenageadas, com perguntas e relatos sobre suas trajetórias
