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Tatiana Sampaio vem a Macaé para aula aberta sobre polilaminina no Nupem/UFRJ
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Tatiana Sampaio vem a Macaé para aula aberta sobre polilaminina no Nupem/UFRJ

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A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, estará em Macaé na próxima sexta-feira (14) para ministrar a aula inaugural do segundo semestre letivo do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem/UFRJ).

Com o tema “Polilaminina: passado, presente e futuro”, a aula acontece às 10h30, no auditório do Nupem, no bairro São José do Barreto. A atividade será voltada especialmente aos estudantes dos cursos de Biologia e Biomedicina, mas também será aberta aos demais estudantes da UFRJ e à população, com acesso sujeito à capacidade do espaço.

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma versão polimerizada da laminina humana encontrada na placenta e vem sendo estudada como uma possível alternativa para auxiliar na recuperação de pessoas com lesões na medula espinhal.

A substância atua como um estímulo biológico para a regeneração das conexões nervosas danificadas, criando uma estrutura de sustentação que pode favorecer o crescimento dos neurônios na região lesionada.

No último dia 4, a revista científica Spinal Cord, da Springer Nature, publicou o artigo sobre o primeiro teste da polilaminina em seres humanos, realizado com oito pacientes entre 2018 e 2021.

O principal objetivo desse estudo inicial foi avaliar a segurança da aplicação da substância diretamente na medula. Entre os oito pacientes com lesões agudas completas, seis apresentaram algum grau de recuperação motora ou sensorial.

Os resultados são considerados promissores, mas ainda não comprovam definitivamente a eficácia do tratamento, que precisa avançar por novas etapas de ensaios clínicos controlados e com um número maior de participantes.

Pesquisa avança para novas etapas

O estudo clínico de fase 1 foi autorizado pela Anvisa em 2025 para avaliar a segurança da substância e monitorar possíveis eventos adversos. Com o avanço para as fases 2 e 3, os pesquisadores poderão avaliar sua eficácia em uma amostra maior de pacientes.

Até o momento, os estudos indicam que a polilaminina pode apresentar melhores resultados quando aplicada até 72 horas após a lesão, antes da formação da cicatriz fibrosa.

As pesquisas também começam a avançar sobre a possibilidade de utilização da substância em lesões crônicas. O Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) já aprovou o início de uma nova fase de testes clínicos.

Quem é Tatiana Sampaio?

Tatiana Sampaio é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e dedica sua trajetória científica às pesquisas envolvendo a polilaminina.

A pesquisadora possui mestrado e doutorado em Ciências pela UFRJ e pós-doutorado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha.

Para a diretora-geral do Nupem/UFRJ, Cíntia Monteiro de Barros, que foi aluna de Tatiana durante o doutorado, a presença da pesquisadora também será uma oportunidade de inspirar os estudantes que estão iniciando sua trajetória acadêmica.

“Ela sempre trabalhou com a polilaminina e nunca desistiu. Hoje está colhendo os frutos de muito trabalho, porque os resultados de pesquisa científica não são rápidos. São frutos de persistência e dedicação. Frutos para a sociedade”, destacou.

Aula será aberta à população

A apresentação de Tatiana Sampaio faz parte da Semana de Acolhimento dos Estudantes do Nupem/UFRJ e poderá ser acompanhada também por pessoas que não fazem parte da universidade.

O acesso será gratuito, mas estará sujeito à capacidade do auditório.

📅 Data: sexta-feira, 14 de agosto
🕥 Horário: 10h30
📍 Local: Auditório do Nupem/UFRJ, São José do Barreto, Macaé
🎓 Tema: “Polilaminina: passado, presente e futuro”
🎟️ Participação: aberta à comunidade, sujeita à capacidade do espaço

A Semana de Acolhimento contará ainda com a pesquisadora Camila Mazzoni, que ministra, na segunda-feira (10), às 13h30, a aula “Evolução em câmera lenta: genômica desvendando os segredos de preguiças e tartarugas”, também no auditório do Nupem/UFRJ.

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