Macaé será cidade-piloto de projeto da Marinha voltado a pescadores e comunidades do mar
Macaé foi escolhida para sediar o pré-lançamento do Projeto Rota da Esperança (PRoES), uma iniciativa da Marinha do Brasil que pretende ampliar o acesso à saúde, cidadania e segurança marítima para pescadores artesanais, trabalhadores do mar e comunidades costeiras.
O evento foi realizado nesta sexta-feira (26), na Base da Petrobras em Imbetiba, reunindo representantes da Marinha do Brasil, Petrobras, Porto do Açu, Prefeitura de Macaé, Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) e colônias de pescadores da região.
Segundo os organizadores, Macaé foi escolhida para ser a primeira cidade a receber o projeto por reunir características consideradas estratégicas, como a forte atividade pesqueira, a presença da indústria offshore, a atuação da Marinha e a integração com importantes estruturas ligadas à Economia do Mar.
O que é o Projeto Rota da Esperança?
O Projeto Rota da Esperança (PRoES) é uma iniciativa da Marinha do Brasil que busca fortalecer comunidades que vivem da atividade marítima por meio de ações integradas de saúde, cidadania e segurança da navegação.
A proposta é aproximar serviços públicos e instituições de pescadores artesanais e trabalhadores do mar, contribuindo para melhorar as condições de trabalho, ampliar o acesso a direitos e fortalecer a economia ligada ao setor marítimo.
Quais ações serão desenvolvidas?
O projeto foi estruturado em três grandes eixos.
Saúde
Entre as ações previstas estão:
- atendimentos médicos e odontológicos realizados por equipes da Marinha;
- campanhas de prevenção e promoção da saúde voltadas às comunidades pesqueiras.
Cidadania
Também estão previstas iniciativas para facilitar o acesso a serviços e documentos, como:
- apoio à regularização documental de pescadores;
- orientação social;
- auxílio para regularização de embarcações junto à Capitania dos Portos.
Segurança marítima
O projeto também pretende reforçar a segurança das atividades no mar por meio de:
- distribuição de equipamentos de segurança para navegação;
- capacitação de trabalhadores marítimos;
- ações educativas;
- iniciativas voltadas à proteção das infraestruturas estratégicas ligadas à atividade marítima.
Por que Macaé foi escolhida?
De acordo com os organizadores, o município reúne características que o tornam um ambiente ideal para iniciar o projeto.
Além de ser reconhecida como Capital Nacional do Offshore, Macaé possui uma importante comunidade pesqueira, conta com a presença da Petrobras, da Capitania dos Portos e mantém integração logística com o Porto do Açu.
Outro fator considerado foi a articulação entre poder público, empresas e instituições ligadas à Economia do Mar.
Durante o evento, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sylvio Mussi Lopes Teixeira, destacou a importância da iniciativa.
“O Projeto Rota da Esperança não traz só esperança, mas a certeza de que dias melhores virão para nossa Economia do Mar.”
Já o secretário executivo de Políticas Energéticas, Rodrigo Vianna, ressaltou o trabalho conjunto entre diferentes instituições.
“Macaé tem construído políticas públicas sólidas por meio de uma interlocução constante com instituições governamentais, empresariais e da sociedade civil, tanto civil quanto militar.”
Quem participa do projeto?
O PRoES reúne uma rede de cooperação formada por instituições públicas, privadas e representantes da sociedade civil.
Cada parceiro terá uma função específica:
- Marinha do Brasil: coordenação e execução do projeto;
- Petrobras: apoio à infraestrutura e ações alinhadas às práticas ESG;
- Porto do Açu: cooperação para desenvolvimento local e proteção portuária;
- SOAMAR Macaé: fortalecimento da cultura marítima;
- Colônias de pescadores: mobilização das comunidades beneficiadas;
- Prefeitura de Macaé: articulação das ações junto às comunidades pesqueiras, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura.
Benefícios esperados
A expectativa é que o projeto contribua para ampliar o acesso de pescadores e trabalhadores do mar a serviços de saúde, fortalecer a cidadania, aumentar a segurança das atividades marítimas e incentivar o desenvolvimento sustentável da chamada Economia do Mar.
Entre os resultados esperados também estão o fortalecimento da cadeia logística offshore, maior integração entre a sociedade civil e a Marinha e ações voltadas à proteção portuária e à prevenção de atividades ilícitas no ambiente marítimo.
