Relacionamento: Por que a grama do vizinho é mais verde?

Essa é a coluna de estreia da psicologa Patricia Dias aqui no Macaé Tips. E vai sempre trazer textos e esclarecimentos sobre assuntos atuais que atravessam a nossa vida e dia a dia.

Por que a grama do vizinho é mais verde, cheia de flores perfumadas, sol radiante todos os dias enquanto aqui, vira e mexe, chove e trovoa?

No amor nos damos conta que a nossa fantasia nada se assemelha à pessoa pra quem endereçamos o nosso amor e é por esse motivo que amamos. Quantas vezes esperamos uma resposta e a pessoa nos dá outra, ou queremos um presente e ganhamos um belo nada! Pedimos pra algo ser feito de um jeito e o outro faz de uma maneira completamente diferente do que foi pedido – e como isso é enlouquecedor! No amor é preciso reconhecer que existe uma outra pessoa que não nasceu pra cumprir nossas expectativas.

Haja trabalho pra sustentar essa diferença que há entre o “nós”! Haja trabalho pra perceber que o outro existe livremente, e não como queremos!

Assim como em diversos momentos da vida, um relacionamento nos convoca para algumas escolhas, entre elas é a de renunciar às outras mil formas de existir para ficar ao lado da outra pessoa.

Não se tem mais uma lista de paqueras para flertar numa sexta à noite, mas tem alguém esperando pra ouvir sobre as coisas mais banais – ou não – que aconteceram no seu dia; não se vive mais aquele início de paquera que todos os dias são cheios de elogios, mas tem alguém para apoiar suas decisões difíceis e te dizer coisas duras que são necessárias!

A dança do amor é cheia de renúncias e ambivalências: devemos dizer e não esperar que o outro adivinhe, mas também preciso deixar de dizer para ouvir o outro falar; devemos contar o que queremos e esperamos, mas também é preciso não pedir para que o outro te dê o que é possível para ele! E assim como uma dança a dois não funciona se um estiver parado, o relacionamento também precisa que o movimento venha dos dois lados!

Aquela grama lá do início é tão verde e cheia de flores porque quem vive nela são outras pessoas, não sabemos quando chove ou quando as flores morrem pra nascer de novo, ou não, nunca sabemos!

Por Patricia Dias
Psicóloga
CRP: 05/60675
(22)99997-4381

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